A secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, apresentou os dados do setor dos primeiros quatro meses de 2026 à Comissão de Saúde da Alepe, nesta quarta. Ela apontou que houve a aplicação de R$2,17 bilhões em recursos do próprio Tesouro Estadual no período, o equivalente a 15,5% da receita líquida total do estado. O percentual é maior que o mínimo de gastos com saúde determinado pela Constituição Federal, de 12%. A gestora ainda destacou a evolução do gasto per capita em saúde, que passou de cerca de R$238 por habitante em 2021, para aproximadamente R$368 per capita em 2026. Com isso, segundo a secretária, foi possível a reforma de grandes hospitais da Região Metropolitana e abertura de novas maternidades e UTIs neonatais no interior. Ela destacou, ainda, a redução de filas para a realização de exames. “Hoje a gente sabe que, em mais de dez Geres (Gerências Regionais de Saúde), a gente zerou a fila de espera de ressonância, tomografia e densitometria óssea, que foi um grande feito para o SUS, é histórico isso. A gente sabe que essas filas são pontualmente zeradas, mas elas não se mantêm zeradas, porque entram pessoas a todo momento, mas o que a gente tem é uma diminuição expressiva no tempo de espera.”
Os resultados foram reforçados pela líder do governo, Socorro Pimentel, do PSD. Ela destacou, principalmente, a prioridade da gestão de reformar e requalificar grandes hospitais da Região Metropolitana. “Isso é algo histórico, pessoal, e a gente precisa dizer aqui, falar aqui através de dados, dados importantes de um hospital Otávio de Freitas que tem 80 anos de construído e que nenhum desses momentos recebeu uma reestruturação, uma requalificação, investimentos tão robustos para fazer o que ele tem para que os profissionais de saúde possam fazer, qual é a missão e o perfil de atendimento dessa unidade hospitalar.”
Por outro lado, os deputados Sileno Guedes e Rodrigo Farias, ambos do PSB, questionaram a evolução dos gastos em saúde na atual gestão. Farias afirmou que os investimentos em saúde poderiam ser maiores. “A verdade é que nos últimos 5 anos e o número que apresentou aqui foi de 15,53% do investimento, esse número chegou a quase 19, pós pandemia, quando a gente faz uma redução de 3,3% de investimento, mas o valor disso dá mais de 1 bilhão 500 milhões reais que deixaram de ser investidos na saúde.”
Em resposta, Zilda Cavalcanti afirmou que os anos de pandemia distorcem a comparação com a porcentagem de receita revertida para a saúde no período atual. “Se a gente pegar 20, 21 e 22, que é o período da pandemia, a gente vai ter um ponto fora da curva, porque os investimentos em saúde nesses três anos foram muito acima do que é o a base de investimento em torno dos 15%.”
A secretária também salientou o andamento das obras de cinco novas maternidades, do Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns, e do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. A reunião completa está disponível no canal da Alepe no Youtube.
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